quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cartoons

Cirurgia Maxilo-Facial no Hospital S. José (Lisboa)

Apesar deste post não estar relacionado com psicologia, acho extremamente importante deixar aqui a minha experiência pós-operatória para pessoas que irão passar pela mesma situação.

Pretendo deixar o meu testemunho para perceberem como irão as coisas proceder e ao mesmo tempo deixar a minha experiência positiva e contribuir para reduzir medos que possam existir.

Fui operada no dia 28 de Julho deste ano (2011), praticamente à 3 meses. Dei entrada no serviço de maxilo-facial no dia 27, quarta-feira, e saí no dia 30, sábado.

Sou acompanhada pelo cirurgião Dr. Sérgio Sousa desde 2009 que acompanhou o meu processo ortodôntico (que está a ser feito na clínica da face). Foi acompanhando o meu progresso até decidir que me encontrava em condições para a operação. Desde o momento que fui colocada na lista de espera, que era de 6 meses, demorou 4 meses até ser chamada.

Apesar de não conter imagens para colocar aqui, posso garantir que o meu caso era extremamente complicado, não por ter uma face muito desarmoniosa (porque não se notava quase nada) mas porque tinha os meus dentes extremamente tortos.

A equipa de enfermagem do serviço foi impecável comigo, do princípio ao fim.

A operação decorreu com sucesso, demorou cerca de 4 horas. O acordar é bastante sonolento e ficamos assim pelo menos até ao dia seguinte, por causa da anestesia.
Fiquei surpreendida com o que aconteceu a seguir, apesar de ser normal (segundo os enfermeiros), com as náuseas e o vómito de sangue, que resulta da ingestão de sangue durante a operação.
A cara ficou enorme, super inchada, mas nunca tive qualquer tipo de dores graças aos analgésicos e antibióticos que nos administram. Três coisas são mais chatas de ultrapassar: o calor na cara, a necessidade de por gelo na cara e a obrigatoriedade de dormir sentada para ajudar a desinchar. A zona dos lábios ficam também com cortes provocados pelo facto de ser uma operação efectuada toda no interior da boca. Rapidamente desaparecem porque é-nos fornecido um creme para trata-los e não deixam qualquer marca.

A partir daqui, passamos a ingerir líquidos frios, durante um mês.

Em casa, após a operação, adormecia com a ventoinha directa na cara, punha gelo e dormi sentada durante uma semana e depois dormi alguns dias com almofadas altas. A mim, fez-me alguma confusão projectar água directamente na cara durante o banho, e por isso, punha água com as mãos e ainda tinha o cuidado de fazê-lo com água fria para ajudar a desinchar.

A boca fica com uma amplitude muito reduzida de abertura, trincar é impossível, pois não temos força para o fazer e não vale a pena forçar. A alimentação é toda à base de líquidos e fria.
Sugiro que se alimentem com variedade, carne, legumes, peixe, iogurtes... é possível que sintam fraqueza. Eu sentia alguma fadiga e sonolência porque perdemos peso muito rapidamente e é uma mudança repentina no corpo.
Também temos algumas dificuldades em falar, um pouco imperceptíveis, e custa rir porque as bochechas acompanham o movimento, mas passa!
No interior da boca está tudo inchado e com pontos, portanto, a higiene oral torna-se difícil. Aconselho a bochechar a boca e a comprar uma escova pequena para ir lavando os dentes da frente, e só assim conseguirão "entrar" entre os dentes para lavar por dentro.

Tenho cuidado com as pancadas na cara... primeiro porque nos avisam da fragilidade da estrutura facial e depois porque vai doer... encostar a cara na almofada, na primeira semana, também vai custar um pouco, mas rapidamente encontram uma forma de se acomodarem.

Na cara e no pescoço vão aparecer nódoas negras, que vai desaparecendo, tal como o inchaço. Vão sentir estas partes dormentes...
É possível que a articulação doa um pouco quando fizerem os exercícios da boca. Estes exercícios são simples... abrir e fechar a boca para voltar a abrir como antes. Neste momento ainda não abro a boca na totalidade, mas está quase de volta ao normal.

Ao fim de 3 meses quase me esqueço que fui operada... não tenho dores, não tenho cicatrizes, as gengivas estão quase saradas na totalidade, a sensibilidade voltou, a mordedura é quase normal e o resultado final está à vista.

O que quero dizer por fim é que não vale a pena ter medo. A equipa é espectacular, atenciosos e profissionais. A minha dentista diz que está feito um óptimo trabalho e quando me vejo ao espelho vejo uma dentição corrigida. Portanto, segunda a minha experiência, estar nas mãos deste equipa é estar em boas mãos.

sábado, 15 de outubro de 2011

Notícias - Ordem dos Psicologos

O documento já foi entregue ao ministro da Saúde e demonstra a importância da intervenção psicológica na redução das despesas com a saúde.


Ter mais psicólogos nos hospitais e nos centros de saúde permitiria reduzir significativamente as consultas médicas e os internamentos. Um relatório sobre o Custo-Efectividade da Intervenção Psicológica, elaborado pela Ordem dos Psicólogos Portugueses, revela ainda que a intervenção do psicólogo se paga a si própria.

A saúde mental nesta época de crise está a preocupar a Ordem dos Psicólogos Portugueses. No Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala esta segunda-feira, a Ordem divulga um relatório onde demonstra que integrar mais psicólogos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderia fazer o Estado aumentar a efectividade da prestação dos cuidados de saúde.

O documento reúne as conclusões de vários estudos nacionais e internacionais que dão conta das muitas vantagens para a saúde e para a economia em ter mais psicólogos a operar no sistema público de saúde. «Normalmente com seis a oito sessões conseguimos garantir que a pessoa tenha resultados de bem-estar e que a intervenção se paga a si própria», garante Telmo Mourinho Baptista.

Os estudos demonstram que a consulta psicológica não só se paga a si própria como permite até obter ganhos em Saúde. Isto acontece porque apresenta taxas de sucesso elevadas e permite o regresso mais rápido ao trabalho.


Para o Bastonário da Ordem dos Psicólogos a intervenção precoce nas perturbações mentais permitiria poupar muito dinheiro ao Estado em época de crise. «Numa altura destas em que se sabe que há um aumento potencial grande de perturbações do ponto de vista mental, como ansiedade, depressão, stresse e aumento de suicídio, nós temos respostas para estas questões», garante Telmo Mourinho Baptista.

Actualmente existem pouco mais de 170 psicólogos a trabalhar em centros de saúde e menos de trezentos nos hospitais, número claramente insuficiente para as necessidades existentes. A Ordem está preocupada e atenta, e está a levar a cabo estudos mais detalhados sobre esta área, e a acompanhar, junto do Ministério da Saúde, o aumento da acessibilidade dos cidadãos aos serviços.

Consulte o resumo alargado do documento aqui


fonte: https://www.ordemdospsicologos.pt/pt

domingo, 9 de outubro de 2011

Relatório de estágio no ISPA

Neste post deixo dicas daquilo que é pedido nos relatórios de estágio no ISPA. Deixo a nota que cada professor tem o seu próprio estilo, e por isso, cada um tem a sua exigñcia quanto ao corpo do relatório.
Mas deixo aqui umas dicas daquilo que é pedidio...

Inclui:

  • Que tipo de instituição;
  • O serviço onde estagiamos;
  • Noção do organigrama para percebermos quem somos na instituição, de quem; dependemos, e de quem o nosso orientador depende, a quem prestamos serviço. Onde se situa o psi no organigrama;
  • Onde se situa o local de estágio e qual a população a que abrange;
  • Qual a faixa etária dos utentes;
  • História da instituição;
  • Como se dirigem os utentes ao psicólogo (se se dirigem directamente ao psi ou se foram enviados por outra instituição, como a escola ou médico de família).
  • Que tipo de psicologia se faz;
  • Qual a função do psi;
  • Se o psi tem gabinete próprio;
  • Se há reuniões de psicologia (com quem, com que frequência, se há orientação de caso, e quem participa (devido ao sigilo – ter cuidado com aquilo que revelamos).
  • Exemplo de índice de um relatório de estágio:
    • Motivos da escolha do serviço;
    • História e caracterização do serviço;
    • Papel do psi no serviço;
    • Suporte teórico que sustenta a intervenção no serviço
    • Apresentação das actividades (estudo de caso, referências a outros acompanhamentos, outras actividades)
    • Actividades a desenvolver
    • Conclusão
    • R. Bibliográficas.

Projecto

Projecto para uma actividade dentro da instituição. Proposta de intervenção que é aplicada. O projecto deve ser incluído no relatório de estágio juntamente com a apresentação dos casos.

Casos

Dois tipos de casos:

  • Caso de avaliação;
  • Caso de seguimento (psicoterapia de apoio).

Ter cuidado com a identificação dos casos. Não podemos dar qualquer dado que identifique o sujeito. Sem moradas, nomes, profissão (do próprio e de familiares ou próximos).

Os casos vão ser debatidos entre todos, mas não deve sair do contexto da sala de aula.

No final do relatório

Fazer uma auto-crítica que inclua o ponto de vista pessoal, o que gostaríamos que tivesse havido mais.

Incluir uma página com os agradecimentos.

Num relatório

  • Intro
  • Características da instituição
  • Enquadramento teórico de intervenção
  • 2 estudos de caso
  • Reflexão final
Espero que seja útil!

sábado, 24 de setembro de 2011

Documentário - Carl Jung

Parte 1



Parte 2

Documentário - Sigmund Freud

Parte 1



Parte 2



Parte 3


The Beaver - Filme - Depressão e Psicose

"The Beaver" é um filme que representa as consequências duma depressão major com sintomas psicóticos.

As consequências são essencialmente a disfuncionalidade como, por exemplo, ao nível do trabalho, ao nível da família, entre outros.

A psicose é manifestada na relação com o castor e na forma como é assumida a existência do castor como ser exterior a ele próprio.

Aconselho a todos o visionamento deste filme. É uma óptima ferramenta para aprender sobre a depressão major e sobre a psicose.


Medo de enfrentar os próprios medos

"Tens de escolher entre a compreensão da doença mental e as terapêuticas de choque - escolhes estas, de modo a não teres de enfrentar as dimensões monstruosas da tua própria miséria, preferindo a cegueira onde só de olhos bem abertos te poderias salvar."

Wilhelm Reich em "Escuta, Zé ninguém!"

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Teoria e Clínica Psicanalítica - Perguntas-Tipo

Está começar mais um ano lectivo no ISPA e por isso, desejo fortemente um bom ano a todos os Ispianos!

Para facilitar um pouco a coisa deixo um material que deve ser útil.... Perguntas-tipo do exame de Teoria e Clínica Psicanalítica.

  1. Comparando Freud com Klein, quando aparece o sentimento de culpa e que função tem na dinâmica interna.
  2. Compare a identificação projectiva com a projecção.
  3. Diga que papel desempenha o objecto no desenvolvimento do indivíduo na teoria de Fairbairn.
  4. Diga como se organiza o complexo de édipo e como ele contribui para a estrutura neurótica.
  5. Refereindo-se ao Caso Dora, descreva a din^mica do sentimento neurótico.

Façam bom proveito!!!