Desde
sempre houve um UNO nos gabinetes onde trabalhei. Foram muito poucos os miúdos
que não sabiam jogar. O que todos não sabiam é que estavam a fazer terapia
enquanto mostravam a sua destreza enquanto jogador.
Muitas vezes apercebo-me que as crianças partilham com os pais que
"jogaram UNO na sessão" ou "Só brincaram". Na perspectiva
dos pais, entendo que possa parecer, de alguma forma, que não é terapia mas a
comunicação mais real dá-se através do lúdico, em que, de uma forma autentica,
transmitem-nos os sinais necessários para interpretarmos a sua verdadeira
mensagem, a sua necessidade.
É um simples jogo mas que envolve várias funções executivas: o auto-controlo, a
memória, a atenção, a flexibilidade cognitiva e outros domínios como o respeito
pelo outro, pelo material, respeito pelas regras, a socialização e o
desbloqueio de dificuldades em relacionar-se com o outro.
Ao técnico, permite analisar como o paciente gere a frustração, a forma como
encara a competição, como se coloca perante um adversário (passividade ou
agressividade), como assume a sua responsabilidade quando há enganos ou
erros, se tende a manipular o jogo, como reage à derrota e à vitória, entre
outros.
Podia partilhar convosco duas, três, quatro situações em que o UNO foi o
facilitador para aceder ao mundo interno da criança... E com esse acesso
podemos trabalhar as questões acima mencionadas mas também a auto-estima, a
auto-confiança e, por outro lado, a humildade e analisar o impacto que as suas
acções têm no outro.
Não subestimem este poderoso portal para o mundo das emoções, dos
comportamentos e das atitudes.
Tem mais dúvidas sobre este jogo na prática de psicologia clínica? Será um bom
tema para supervisão/intervisão!
Se
quiser mais informações, contacte 96 008 20 51, info@marquespsicologa.pt ou
pela página de Facebook!

Olá Natalie, sim, gostava de saber um exemplo de como usar o uno para aceder ao mundo da criança! Obg
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