sábado, 15 de outubro de 2011

Notícias - Ordem dos Psicologos

O documento já foi entregue ao ministro da Saúde e demonstra a importância da intervenção psicológica na redução das despesas com a saúde.


Ter mais psicólogos nos hospitais e nos centros de saúde permitiria reduzir significativamente as consultas médicas e os internamentos. Um relatório sobre o Custo-Efectividade da Intervenção Psicológica, elaborado pela Ordem dos Psicólogos Portugueses, revela ainda que a intervenção do psicólogo se paga a si própria.

A saúde mental nesta época de crise está a preocupar a Ordem dos Psicólogos Portugueses. No Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala esta segunda-feira, a Ordem divulga um relatório onde demonstra que integrar mais psicólogos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderia fazer o Estado aumentar a efectividade da prestação dos cuidados de saúde.

O documento reúne as conclusões de vários estudos nacionais e internacionais que dão conta das muitas vantagens para a saúde e para a economia em ter mais psicólogos a operar no sistema público de saúde. «Normalmente com seis a oito sessões conseguimos garantir que a pessoa tenha resultados de bem-estar e que a intervenção se paga a si própria», garante Telmo Mourinho Baptista.

Os estudos demonstram que a consulta psicológica não só se paga a si própria como permite até obter ganhos em Saúde. Isto acontece porque apresenta taxas de sucesso elevadas e permite o regresso mais rápido ao trabalho.


Para o Bastonário da Ordem dos Psicólogos a intervenção precoce nas perturbações mentais permitiria poupar muito dinheiro ao Estado em época de crise. «Numa altura destas em que se sabe que há um aumento potencial grande de perturbações do ponto de vista mental, como ansiedade, depressão, stresse e aumento de suicídio, nós temos respostas para estas questões», garante Telmo Mourinho Baptista.

Actualmente existem pouco mais de 170 psicólogos a trabalhar em centros de saúde e menos de trezentos nos hospitais, número claramente insuficiente para as necessidades existentes. A Ordem está preocupada e atenta, e está a levar a cabo estudos mais detalhados sobre esta área, e a acompanhar, junto do Ministério da Saúde, o aumento da acessibilidade dos cidadãos aos serviços.

Consulte o resumo alargado do documento aqui


fonte: https://www.ordemdospsicologos.pt/pt

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