terça-feira, 14 de abril de 2020
terça-feira, 10 de março de 2020
terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
terça-feira, 14 de janeiro de 2020
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Mistakos | Cuidado com a Cadeira!
Uma das coisas que mais adoro fazer no Supermercado nos meses que antecedem o Natal é passear pelos corredores dos brinquedos, com os olhos bem abertos, à procura de novidades.
Numa dessas viagens pelo mundo encantado dos brinquedos, vi um jogo que me chamou à atenção pelas cores, pelo desconhecimento da sua existência e, já com o jogo na mão, pela sua simplicidade complexa... o Mistakos.
O jogo fez-me lembrar o Mikado no seu potencial. Mistakos exige reter a impulsividade, concentração, análise e acuidade quando é construída a torre com as cadeiras.
Na consulta, podemos trabalhar vários aspectos como a persistência, a gestão das emoções, a relação com o outro e, por exemplo, a motricidade fina.
Tem mais sugestões?
Deixe comentários!
Até à próxima!
terça-feira, 10 de dezembro de 2019
quinta-feira, 14 de novembro de 2019
Jogo "Operação" | Um teste aos nervos
Quando era pequena havia um jogo "Operação" lá em casa.
Lembro-me vagamente dele mas lembro-me bem do que sentia em relação a este jogo... Detestava.
Ao longo dos anos, nunca voltei a procurá-lo pois a sensação por ele não era boa. Mas nunca pensei sobre o porquê...
No verão de 2018, estava num impasse com uma paciente. Não sabia bem o que fazer mais para dar estratégias e consciencializa-la sobre o impacto da ansiedade no seu corpo. Foi então que me lembrei do jogo "Operação".
Comprei e testei... foi então que percebi o motivo pelo qual me incomodava tanto: era preciso ter calma, atenção e ser minucioso... Tudo o que eu não era em pequena. Quando comecei a jogar, toda a irritação subiu-me ao nariz e a tendência foi de, imediatamente, querer arrumar o jogo. Mas lá continuei e percebi que seria uma óptima ferramenta de trabalho.
Em consulta, tem sido utilizado várias vezes, e um dos meus meninos mostrou bem o impacto do jogo. A ansiedade e raiva atingiram um nível elevado mas o seu lado persistente foi mais alto do que o desistente e, perante a sua extrema dificuldade em gerir as emoções, começou a chorar. Pediu-me desculpa e disse-me que se sentia muito agitado e, por isso, chorar aliviava-o. Com o tempo, foi conseguindo identificar as emoções, gerir-las e continuar o jogo até à vitória. Foi apenas um dos exemplos que este jogo me trouxe.
Espero que tenham gostado da partilha!
Até à próxima!
terça-feira, 12 de novembro de 2019
quinta-feira, 31 de outubro de 2019
Knock, Knock... doce ou travessura dentro do consultório!
Em épocas festivas tenho sempre um paciente que sugere fazer uma atividade alusiva à festividade.
Desta vez, em semana de Halloween, surgiu uma sugestão muito interessante... imprimir o rosto de uma figura humana, simples, para fazer máscaras. O resultado foi este:
Desta vez, em semana de Halloween, surgiu uma sugestão muito interessante... imprimir o rosto de uma figura humana, simples, para fazer máscaras. O resultado foi este:
A questão é, para que servem estes trabalhos em gabinete? Podemos observar vários aspectos como:
- A persistência - se termina os trabalhos que realiza, se opta por atalhos (desenhar à pressa, por exemplo)
- Nível de exigência na realização de tarefas - descontraído ou perfecionista, por exemplo.
- O seu nível de criatividade - de extrema importância na resolução de problemas, na capacidade de estar sozinho e na capacidade de resiliência.
- Coordenação psicomotora - quando copia uma pintura que pesquisou, por exemplo.
- O seu conhecimento geral e capacidade de exploração - se tem ferramentas para pesquisar ideias e como fazê-lo.
- Tendência (ou não) para a impulsividade.
- Motivação.
- Interesses Pessoais.
A mesma imagem de base, tantos resultados diferentes e tanta informação sobre a criança/jovem.
Há muitas ferramentas! Basta ser criativo!
terça-feira, 8 de outubro de 2019
Beyblade | Rodar até escutar!
Apesar das “regras” que existem dentro do material lúdico, é
preciso, por vezes sair da “caixa” e adaptar as ferramentas para alcançar o outro.
Para um paciente específico, foi necessário adaptar uma via de comunicação. Teve um poder fantástico para desbloquear uma relação
que, até à data, tinha dificuldade em estabelecer-se, com a abertura
suficiente para recolher informação e trabalhar as suas suas
questões sociais. Esta ferramenta surgiu de forma espontânea, porque a criança
trouxe o seu próprio brinquedo e mostrou-me a sua “linguagem”.
Estou a falar de um objecto popular entre os mais jovens, o
Beyblade. Este pião, com arenas e combates, com especialidades e pontuação,
permite aceder a comportamentos de disputa, respeito (ou falta dele), à forma
como se coloca em relação ao outro e, desta forma, trabalhar a noção de si, do
comportamento, da forma como afecta os outros e as emoções que as suas atitudes
despoletam.
O Beyblade teve também um grande impacto perante uma criança, com algumas limitações físicas ao nível das mãos, experimentou pela primeira vez este brinquedo. Depois de várias tentativas e esforço, conseguiu lançar o pião com sucesso. Foi um momento de glória para ele e de promoção do seu auto-conceito. Foi uma sessão rica com um brinquedo que, à partida, não teria muito interesse terapêutico.
Este é um exemplo de como é importante “escutar” os
interesses da criança e de como aceder ao seu mundo interno, está a permitir que cheguemos até ela.
Quando uma criança traz o seu próprio brinquedo, poderá servir de porto seguro para si mesma mas também, está a convidar a conhecê-la e partilhar o que é seu internamente.
Mesmo quando é apenas descoberto no consultório, revela ser de grande potencialidade.
Quando uma criança traz o seu próprio brinquedo, poderá servir de porto seguro para si mesma mas também, está a convidar a conhecê-la e partilhar o que é seu internamente.
Mesmo quando é apenas descoberto no consultório, revela ser de grande potencialidade.
Até à próxima!
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Qual o poder do UNO?
Desde
sempre houve um UNO nos gabinetes onde trabalhei. Foram muito poucos os miúdos
que não sabiam jogar. O que todos não sabiam é que estavam a fazer terapia
enquanto mostravam a sua destreza enquanto jogador.
Muitas vezes apercebo-me que as crianças partilham com os pais que
"jogaram UNO na sessão" ou "Só brincaram". Na perspectiva
dos pais, entendo que possa parecer, de alguma forma, que não é terapia mas a
comunicação mais real dá-se através do lúdico, em que, de uma forma autentica,
transmitem-nos os sinais necessários para interpretarmos a sua verdadeira
mensagem, a sua necessidade.
É um simples jogo mas que envolve várias funções executivas: o auto-controlo, a
memória, a atenção, a flexibilidade cognitiva e outros domínios como o respeito
pelo outro, pelo material, respeito pelas regras, a socialização e o
desbloqueio de dificuldades em relacionar-se com o outro.
Ao técnico, permite analisar como o paciente gere a frustração, a forma como
encara a competição, como se coloca perante um adversário (passividade ou
agressividade), como assume a sua responsabilidade quando há enganos ou
erros, se tende a manipular o jogo, como reage à derrota e à vitória, entre
outros.
Podia partilhar convosco duas, três, quatro situações em que o UNO foi o
facilitador para aceder ao mundo interno da criança... E com esse acesso
podemos trabalhar as questões acima mencionadas mas também a auto-estima, a
auto-confiança e, por outro lado, a humildade e analisar o impacto que as suas
acções têm no outro.
Não subestimem este poderoso portal para o mundo das emoções, dos
comportamentos e das atitudes.
Tem mais dúvidas sobre este jogo na prática de psicologia clínica? Será um bom
tema para supervisão/intervisão!
Se
quiser mais informações, contacte 96 008 20 51, info@marquespsicologa.pt ou
pela página de Facebook!
terça-feira, 10 de setembro de 2019
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Livro - Os Catitas e as Emoções - A Alegria faz Rir e Chorar
Olá a todos!
Após uma pausa, estou de volta com mais um livro da Dr.ª Catita!
Este livro divide-se como os anteriores, em que em primeiro lugar é feita a
apresentação/explicação do sentimento, na sua forma de aparecer e pela
sua importância na vida. De seguida uma apresentação dos vários Catitas
(sentimentos) que passa, logo de seguida, para a história em si. Por
fim, segue uma "nota para os crescidos" e actividades para pensar sobre
os acontecimentos do livro e sobre si mesmo.
Ao aproximarem-se as férias de verão e o final de mais um ano letivo, a turma estava ao rubro com a festa de final de ano e todos em êxtase para alcançar o prémio final, passar de ano. Além disso, era um momento de grande impacto, iriam mudar de ciclo. Com tanta alegria e tanto empenho nas tarefas, estavam todos muita agitados! Ups, esqueceram-se do momento final, da entrega dos diplomas e, com esta tontice, tornou-se tudo muito engraçado ao perceber como cada um reagia aos acontecimentos. Uns ficaram pasmados, outros riram e outros, até choraram. Assim, perceberam que algumas lágrimas também podem significar emotividade pelos bons e óptimos momentos, tal como fica a professora Sissi ao receber um presente!
Este livro é uma importante ferramenta para compreender como nós podemos ser tão diferentes até no momento de festejo e de muita alegria.
Para professores este livro pode ser uma forma muito agradável de abordar o final de ano e o facto dos meninos mudarem de ciclo. Pode mesmo ser um ponto de partida para abordar as mudanças que irão ocorrer no próximo ano, no novo ciclo, onde irá haver uma nova maneira de se estar na escola...
Este livro, juntamente com a restante colecção, é um óptimo
instrumento para professores, pais e psicólogos, para ensinar as crianças sobre
as suas emoções.
Por experiência própria, digo-vos, vale a pena adquiri-los! Para tal, podem contactar através da página do Facebook da Dr.ª Catita!
Nathalie M.
quarta-feira, 23 de março de 2016
Livro - Os Catitas e as Emoções - A Raiva
Depois da Tristeza e da Lili, venho apresentar-vos mais um
fantástico livro da Dr.ª Catita, com os Catitas e as Emoções. Desta vez
apresento o Simão, com dificuldades de atitude, que após se descontrolar,
demonstrou uma grande RAIVA, acabando por fazer asneira.
Este livro, tal como
os outros, é composto por vários momentos, sendo o primeiro a
apresentação/explicação do sentimento, na sua forma de aparecer e pela
sua importância na vida. De seguida uma apresentação dos vários Catitas
(sentimentos) que passa, logo de seguida, para a história em si. Por
fim, segue uma "nota para os crescidos" e actividades para pensar sobre
os acontecimentos do livro e sobre si mesmo.
O Simão, após um jogo de futebol, mostra mau perder e acaba
por destruir uma janela e magoar os seus amigos. A história transmite uma mensagem muito importante sobre a necessidade
de auto-controlo, sobre as consequências para o outro e para si mesmo. Ainda,
revela uma importante representação de como o adulto deve lidar com situações
como esta, com assertividade, sem cólera e ensinando o respeito através da
reflexão. Também, de uma forma muito simples mas eficaz, mostra também algumas
dicas sobre como lidar com a raiva e obter controlo.
Na minha prática, este livro foi muito útil pois deparei-me
com uma situação semelhante, em que um dos meus meninos atirou pedras aos colegas,
sendo isto fruto de um descontrolo emocional. Achei que seria uma óptima
oportunidade transmitir a mensagem através do livro, com o qual o menino se
podia identificar com o Simão. Foi muito pertinente para pensarmos sobre o que
aconteceu e nas reais consequências dos seus actos.
Este livro, juntamente com a restante colecção, é um óptimo
instrumento para professores, pais e psicólogos, para ensinar as crianças sobre
as suas emoções.
Por experiência própria, digo-vos, vale a pena adquiri-los! Para tal, podem contactar através da página do Facebook da Dr.ª Catita!
Nathalie M.
quarta-feira, 9 de março de 2016
Livro - Os Catitas e as Emoções - A Tristeza
Este post é, em primeiro lugar, um grande obrigada à Dr.ª Isabel Soares, a querida Dr.ª Catita!
No passado mês de Fevereiro tive acesso a esta fantástica colecção de livros que começam a fazer sucesso nas minhas consultas!
Os livros retratam situações, com várias personagens, que ilustram acontecimentos e respectivos sentimentos, de um forma tão simples e real que as crianças identificam-se com os Catitas.
Irei, nos próximos tempos, apresentar-vos cada livro, tentando ao máximo partilhar a minha experiência na prática da psicologia. Os sentimentos abordados serão: A Tristeza, a Raiva, o Nojo, Uma Surpresa Má pode trazer uma Surpresa Boa (Surpresa), a Alegria e o Medo.
Os livros são compostos por vários momentos. No primeiro momento, há a apresentação/explicação do sentimento, na sua forma de aparecer e pela sua importância na vida. De seguida uma apresentação dos vários Catitas (sentimentos) que passa, logo de seguida, para a história em si. Por fim, segue uma "nota para os crescidos" e actividades para pensar sobre os acontecimentos do livro e sobre si mesmo.
O livro que irei apresentar desta vez é a Tristeza, bem representada pela história da Lili, uma menina que passou pelo processo de doença da mãe, pela sua morte, e pela consequências do seu estado emocional na escola e no seu corpo, assim como as suas dúvidas e culpabilização. A história dá exemplo das estratégias usadas pelas pessoas à sua volta para ajudá-la a sentir-se melhor.
É uma história simples mas que retrata com muita complexidade um assunto que muitos adultos temem. Falar da morte pode parecer assustador mas os Catitas ajudam a simplificar.
Mesmo que a criança nunca tenha passado pela situação, a leitura destes livros são uma mais-valia para tomarem conhecimento desta realidade, que pode acontecer a qualquer um, a qualquer hora.
Estes livros podem dirigir-se a pais, professores, educadores e/ou psicólogos.
Na minha prática, aconteceu um momento muito curioso. Em consulta, tenho uma criança que está a passar por um processo de luto pela recente morte do avô. Ainda, no último mês, passou pela notícia de que irá haver um novo membro na família, reagindo com muita zanga. Apesar do nascimento, o medo da ausência de destaque e de haver uma distribuição de atenção, parece trazer a sensação de perda que necessitará, com certeza, de passar pelo luto desta forma de existir.
A criança, ao ver o livro, identificou-se e, apesar de ser uma criança que evita, a todo o custo, tratar destes assuntos, o livro serviu como desbloqueador, facilitador da escuta e como folha em branco para expressar o que sente. Foi muito enriquecedor.
Por experiência própria, digo-vos, vale a pena adquiri-los! Para tal, podem contactar através da página do Facebook da Dr.ª Catita!
Energias positivas para todos!!!Nathalie M.
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